Mulheres na política: uma luta histórica por igualdade

CURSO MINISTRADO POR: Beatriz Rodrigues Sanchez

VAGAS: 35

CARGA HORÁRIA: 8h

DIAS DO CURSO:

 

O curso irá apresentar um panorama histórico da representação das mulheres na política desde a conquista do sufrágio até hoje em dia, analisando quais foram e tem sido os principais obstáculos para uma maior inclusão feminina nos espaços de poder.

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Ementa do Curso

As mulheres historicamente têm sido excluídas da política institucional. Atualmente, elas ocupam apenas 15% das cadeiras no Congresso Nacional, apesar de representarem mais da metade da população brasileira. Por outro lado, os índices de participação política feminina nos movimentos sociais, nos bairros e na política que acontece fora do Estado sempre foram altos. O que explica esse aparente paradoxo?

A divisão entre público e privado cunhada pelo liberalismo político clássico relegou às mulheres as tarefas domésticas e de cuidado e aos homens as atividades políticas exercidas nas instituições representativas, pensadas por homens e para homens. Barreiras econômicas, culturais e institucionais que vão da divisão sexual do trabalho ao financiamento desigual de campanhas explicam a ausência de mulheres nos parlamentos.

Partindo desses pressupostos, o objetivo do curso é apresentar um panorama histórico da representação das mulheres na política desde a conquista do sufrágio até hoje em dia, analisando quais foram e tem sido os principais obstáculos para uma maior inclusão feminina nos espaços de poder. Como forma de embasar nossos argumentos, discutiremos alguns dos conceitos centrais da teoria política feminista. Ao final do curso, espera-se que xs aluxs sejam capazes de compreender os limites impostos pela sub-representação dos grupos marginalizados para a consolidação de um regime democrático justo e igualitário.

Aula 1 – O direito ao voto

  1. O liberalismo político clássico: público x privado
  2. Movimento sufragista
  3. Afinal, de que mulheres estamos falando?

Leitura recomendada: OKIN, Susan. Gênero, o público e o privado. Revista Estudos Feministas, vol. 16, no. 2, pp. 305-332, 2008.

Aula 2 – As mulheres na Constituinte

  1. Feminismo estatal e despatriarcalização do Estado
  2. Institucionalização dos movimentos feministas
  3. “Lobby do batom”

Leitura recomendada: MATOS, Marlise; PARADIS, Clarisse. Desafios à despatriarcalização do Estado brasileiro. Cadernos Pagu, n.43, pp. 57-118, 2014.

Aula 3 – Representação política das mulheres atualmente

  1. Teorias feministas da representação política
  2. Panorama da representação política das mulheres no Brasil e no mundo
  3. Violência política de gênero

Leitura recomendada: PHILLIPS, Anne. De uma política de ideias a uma política de presença? Revista Estudos Feministas, v. 9, n. 1, 2001.

Aula 4 – As mulheres e os movimentos sociais

  1. A pluralidade do campo feminista
  2. Teoria performativa da assembleia e a política das ruas
  3. A primavera feminista

Leitura recomendada: CARNEIRO, Sueli. Mulheres em movimento. Revista Estudos Avançados, vol. 17, n. 49, 2003.

Outras referências bibliográficas

ALVAREZ, Sonia. Para além da sociedade civil: reflexões sobre o campo feminista. Cadernos Pagu, n°43, 2014.

ALVES, Branca Moreira. Ideologia e feminismo: a luta da mulher pelo voto no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1980.

BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades: limites da democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018.

BUTLER, Judith. 2015. Notes toward a performative theory of assembly. Cambridge/London: Harvard University Press.

COLLINS, Patricia Hill. Intersectionality’s definitional dilemas. Annual Review of Sociology, Palo Alto, n. 41, p. 1-20, 2015.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.

hooks, bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. São Paulo: Rosa dos Ventos, 2018.

PATEMAN, Carole. Críticas feministas à dicotomia público/privado. In: Teoria política feminista: textos centrais. Org. MIGUEL, Luis Felipe; BIROLI, Flávia. Vinhedo: Editora Horizonte, 2013.

PINTO, Céli. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.

PITKIN, Hanna. The concept of representation. Berkley: University of California Press, 1967.

PITANGUY, Jacqueline. A carta das mulheres brasileiras aos constituintes: memórias para o futuro. In: Carta das mulheres brasileiras aos constituintes: trinta anos depois. Rio de Janeiro: Autonomia Literária, 2018.

RIOS, Flavia; MACIEL, Regimeire. Feminismo negro em três tempos. Labrys, études féministes/ estudos feministas, v. 1, p. 120-140-140, 2018.

TELES, Maria Amélia. Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios. São Paulo: Alameda, 2017.

YOUNG, Iris. Representação política, identidade e minoria. Revista Lua Nova, n.67, pp.139-190, 2006.

Ministrado por

Beatriz Rodrigues Sanchez

Doutoranda e mestra em Ciência Política pela Universidade de São. É formada em Relações Internacionais pela mesma Universidade. Faz parte do Grupo de Estudos de Gênero e Política da Universidade de São Paulo e do Núcleo Democracia e Ação Coletiva do CEBRAP. Desde o ensino médio, temas relacionados aos estudos feministas e à política fazem … Continue lendo “Beatriz Rodrigues Sanchez”

Aulas

AULA 1
Data: 16/03/2020
Horário: das 20h às 22h

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AULA 2
Data: 17/03/2020
Horário: das 20h às 22h

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AULA 3
Data: 18/03/2020
Horário: das 20h às 22h

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AULA 4
Data: 19/03/2020
Horário: das 20h às 22h