Curso Revolucionário de Rita von Hunty

CURSO MINISTRADO POR: Rita von Hunty

VAGAS: Fora

CARGA HORÁRIA: 12h

DIAS DO CURSO: 18, 19, 21 e 22/11/2018 - das 19h às 22h

 

O curso irá trabalhar a compreensão a respeito do processo histórico por trás de temas e esferas naturalizadas da vida social, proporcionando aos participantes reflexões e material para extensão e aprofundamento dos debates.

R$ 480,00

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Ementa do Curso

O curso irá trabalhar a compreensão a respeito do processo histórico por trás de temas e esferas naturalizadas da vida social, proporcionando aos participantes reflexões e material para extensão e aprofundamento dos debates.  Irá, também, fornecer instrumental analítico em estudos de cultura de viés materialista e estimular a reflexão sobre problemas e conjunturas relacionadas à vida social.

Aula 1: Uma Breve História do Capitalismo
Vivemos um período de acirramento das meta narrativas, a pós modernidade tem sido, como defendiam Zygmunt Bauman e Jean-François Lyotard, um tempo de empobrecimento do diálogo e ascensão de dispositivos antidemocráticos. Com cada vez mais ferramentas para significar nossas experiências, mas menos senso de comunidade encontramos bloqueios em imaginar possíveis futuros; Slavoj Žižek, Frederic Jameson e Mark Fisher parecem estar cada vez mais certos ao defenderem que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo.
Nesta aula, Rita procura traçar uma linha cronológica para o entendimento das fases e dos dispositivos do capitalismo, bem como seus reflexos em nossas vidas sociais desde a Renascença até a contemporaneidade.
A aula busca expor, problematizar e engajar no debate de conceitos postulados por filósofos, sociólogos, antropólogos e estudiosos de cultura.

Aula 2: Amor como Construção Social
Pode parecer um pouco despropositado, ou até mesmo piegas discutir o que é amor. Ainda assim, quando nos deparamos com alguns dados das indústrias de cultura, vemos que “o amor” nunca deixa de ser o tema central da maioria de nossas canções, filmes, séries e livros. Apesar de “amar”, ter sido considerado verbo intransitivo para o Poeta (um beijo Mario de Andrade [1893-1945]), ele parece sempre ser uma parte visceral das nossas vidas, e embora nossa experiência amorosa possa parecer pessoal (e até mesmo instintiva), ela é, na verdade, um conceito socialmente construído. Tendo, portanto, uma trajetória histórica. Nesta aula, atentaremos para essa construção cultural, a fim de discutir momentos decisivos de seu percurso e indagar sobre qual lugar ocupamos, no presente momento histórico.

Aula 3: Abordagem epistemológica do Trabalho
Para além da teoria valor-trabalho de Marx, nesta aula discutiremos a ideia de termos “empregos”, “salários”, ”serviços” e etc. Uma das maiores peculiaridades sobre o nosso tempo, que é a forma com a qual lançamos nossos olhares para o que significa trabalhar. O mundo moderno fez da crise de carreira uma das dificuldades centrais de existência. Pedimos tanto de nossas vidas profissionais que não é espantoso que, às vezes, nossas carreiras não correspondam as nossas expectativas. Hoje, todos nós acreditamos que o trabalho deve estar ligado a duas coisas: dinheiro, é claro, mas, mais estranhamente, também associamos nossos trabalhos à possibilidade de realização que talvez tenhamos em vida, e isso me parece um pouco estranho. A aula busca lançar um olhar crítico sobre o desenvolvimento da ideia do que é “trabalhar” e, quem sabe, fazer com que ela nos cause menos dor.

Aula 4: Prolegômenos da Religião
Costumamos dar início às nossas reflexões de aula discutindo o motivo inicial que pode nos levar a preparar cada curso: em Uma breve história do Capitalismo, discutimos sobre os conceitos de história, historiador e capitalismo; em Amor como construção social, debatemos acercada importância de esmiuçar temas aparentemente
“pessoais” e “subjetivos”; em Uma abordagem epistemológica do trabalho, tentamos nos debruçar sobre o que é epistemologia e o trajeto etimológico da palavra trabalho. No entanto, esta aula parte das demais aulas. Em cada aula prévia, percebi o quanto me detinha sobre o tema de religião: O cristianismo, em seu início, detém os avanços capitalistas, ao passo que a mentalidade protestante os acelera; O mito do amor para o cristão é sempre sofrido; O trabalho é o castigo para a expulsão do paraíso. E o que será que isso significa? Minha hipótese é a de que a religião tenta, em todas as épocas, oferecer uma explicação “simples” às questões complexas da vida. Diferentemente da filosofia e da lógica, que são de acesso um pouco mais complexo à população no geral, a religião costuma se apoiar nos princípios básicos e simples da compreensão. Há sempre um ser mágico, infinitamente mais capaz, poderoso e sábio do que você, que fez tudo o que existe, porque ele quis e ele sempre sabe o que é melhor para todos nós. Sob um viés histórico e materialista, percebe-se, e sem muita dificuldade, que, ao longo do tempo, a religião foi usada como um órgão anexo do poder; às vezes validando-o, outras vezes exercendo-o, mas sempre fomentando uma ordem social na qual os poderosos estivessem respaldados para exercerem seu poder. Contar a história da religião pode ser contar a história do poder.

 

Ministrado por

Rita von Hunty

Drag queen, apresentadora do Drag Me As A Queen (canal E!), youtuber e professora. Persona criada pelo ator e bacharel em Letras Guilherme Terreri, que também éprofessor de literatura inglesa e pesquisador da formação da subjetividade em culturas periféricas.

Aulas

AULA 1
Data: 18/11/2019
Horário: das 19h às 22h

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AULA 2
Data: 19/11/2019
Horário: das 19h às 22h

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AULA 3
Data: 21/11/2019
Horário: das 19h às 22h

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AULA 4
Data: 22/11/2019
Horário: das 19h às 22h

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