CULT #317 | MAIO 2025

EDIÇÃO: 317

PÁGINAS: 52

 

Uma outra mãe é possível? O dossiê “Mãe é mãe?” propõe olhar criticamente para a categoria “mãe” da forma como a operamos no cotidiano, visando desestabilizar um sistema que atribui às mães uma sobrecarga violenta de trabalho. Sob organização de Marília Moschkovich, coordenadora do Laboratório de Gênero, Sexualidade e Estudos Críticos da Família da USP, este “pequeno manifesto” busca apresentar a um público amplo reflexões que vêm sendo tecidas nos estudos sobre – ou contra – a família no Brasil e no mundo.

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Detalhes da Edição

Uma outra mãe é possível? O dossiê “Mãe é mãe?” propõe olhar criticamente para a categoria “mãe” da forma como a operamos no cotidiano, visando desestabilizar um sistema que atribui às mães uma sobrecarga violenta de trabalho. Sob organização de Marília Moschkovich, coordenadora do Laboratório de Gênero, Sexualidade e Estudos Críticos da Família da USP, este “pequeno manifesto” busca apresentar a um público amplo reflexões que vêm sendo tecidas nos estudos sobre – ou contra – a família no Brasil e no mundo.

Sua provocação recusa o apego à categoria “mãe” para perguntar: como seria possível lutar contra o “patriarcado” sem procurar destruí-la? Daí surgem as “contramaternidades”, formas de atravessar o lugar de “mãe” capazes de, quem sabe, implodi-lo. Discutindo temas como adoção, barriga de aluguel, distribuição do cuidado e parentalidades trans, os textos buscam desnaturalizar as relações de gênero e parentesco ligadas à maternidade.

Completam esta edição uma entrevista com a escritora e teórica feminista germano-britânica Sophie Lewis e a reportagem “Uma nova gramáticada parentalidade”, por Carolina Azevedo.

A editoria de livros traz a coluna Mapa, de Felipe Franco Munhoz; as resenhas de O sombrio coração da inocência, de Débora Ferraz, por Pedro Meira Monteiro e Cantagalo, de Fernanda Teixeira Ribeiro, por Ligia Gonçalves Diniz; e seção Estante, com resenhas da coletânea Homem com homem: Poesia homoerótica brasileira no século XXI, O peão, de Paco Cerdà, Lord Byron, Aleksandra Kollontai e mais.

Completam esta edição as colunas de Maria Rita Kehl e Marcia tiburi, e a Oficina Literária, com o poema em prosa “Dos males e seus remédios”, de Francisca Olga Marinho.

 

dossiê | Uma outra mãe é possível?
por Marília Moschkovich

entrevista | Sophie Lewis quer socializar o cuidado e abolir a família
por Marília Moschkovich, com tradução de Carolina Azevedo

Da “mãe” ao “matriarcado”
por Marília Moschkovich

Fornos, incubadoras e babásao extremo: Deslocamentosda ideia de “mãe” na prática de gestação de substituição
por Bruna Kern Graziuso

Mãe de marido: Freud e o casamento cis-heteromonogâmico
por Maíra Marcondes Moreira

Cascas de laranja
por Amanda Palha

Uma nova gramáticada parentalidade
por Carolina Azevedo

Nunca houve inocência
por Pedro Meira Monteiro

A delícia dolorida de Cantagalo
por Ligia Gonçalves Diniz

Homoeróticos: Corpo,vida e poesia gay
por Victor Kutz

Sobre distância e ausência
por Victor Kutz

O passo curto do peão
por Carolina Azevedo

Revolução na reprodução
por Carolina Azevedo

Tudo aquilo que só cabe no silêncio
por Carolina Azevedo

Piromania byroniana
por Victor Kutz

mapa | Sussurros e cicatrizes
por Felipe Franco Munhoz

coluna | O fundamento místico do capacitismo
Por Marcia Tiburi

Maternidades
por Maria Rita Kehl

Oficina Literária | Dos males e seus remédios
por Francisca Olga Marinho

Ficha Técnica

ISSN: 1414707-6
Edição: 317
Data: Maio 2025
Páginas: 52
A Revista CULT é uma publicação mensal da Editora Bregantini