Antirracismo e psicanálise

CURSO MINISTRADO POR: Priscilla Santos de Souza , Clarice Pimentel Paulon , Paulo Bueno , Kwame Yonatan , Pedro Ambra 

VAGAS: 54

CARGA HORÁRIA: 10h

DIAS DO CURSO: 27, 28, 29 e 30/09 a 01/10/2021 - 20h às 22h

 

O curso visa apresentar as contribuições da psicanálise para as diferentes hipóteses diagnósticas da problemática do racismo, compreendendo este não como a soma de fenômenos pontuais individualizados, mas antes enquanto pilar estrutural da sociedade.

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R$ 290,00

Ementa do Curso

O curso “Antirracismo e psicanálise” é uma parceria do Espaço Cult e da Escola Tamuya de Formação Popular. Para além da temática, o curso foi concebido para atuar de maneira ativa no combate ao racismo, em especial no que tange a situação da mulher negra. Assim, em uma iniciativa inédita, a remuneração da organização e dos docentes será integralmente destinada a casa de passagem para mulher Carolina Maria de Jesus.

O curso visa apresentar as contribuições da psicanálise para as diferentes hipóteses diagnósticas da problemática do racismo, compreendendo este não como a soma de fenômenos pontuais individualizados, mas antes enquanto pilar estrutural da sociedade. A despeito do silêncio sobre a questão racial de parte da comunidade analítica e seus autores clássicos, verificaremos como a psicanálise vem sendo utilizada para compreender a articulação íntima entre processos de opressão social, psíquica, física e de gênero em marcha numa sociedade racializada. As reflexões de Lélia Gonzalez, Neusa Santos Souza, Grada Kilomba, Achille Mbembe, Frantz Fanon e Rita Segato servirão de disparadores do debate do lugar da psicanálise na luta antirracista.

27/09 – O racismo como sintoma: o caso Brasil, com Pedro Ambra (Psicanalista, professor da PUC-SP,  doutor em Psicologia Social pela USP e em Psicanálise e Psicopatologia pela Université de Paris)

Discutiremos, a partir das reflexões de Lélia Gonzalez, como as diferentes opressões que se articulam ao redor do racismo no Brasil podem ser concebidas por meio das categorias freudianas e lacanianas de sintoma, denegação, língua e neurose. Negritaremos como o uso original da psicanálise feita pela antropóloga demonstra os limites das análises exclusivamente econômicas e sociológicas para compreender o lugar da mulher negra na sociedade brasileira.

28/09 – Colonialidade e processos de subjetivação, com Kwame Yonatan (Psicanalista, doutorando da PUC-SP e membro do Coletivo Margens Clínicas)

Para escutarmos os efeitos do genocídio negro e indígena é preciso expandir suas bases teóricas. Iremos refletir sobre quais lentes nos ajudam a “ouvir com os olhos” as comunidades afetadas e como pensar processos de luto na clínica.

29/09 – Necropolítica e trauma coletivo, com Paulo Bueno (Psicanalista, mestre e doutor em Psicologia Social (PUC-SP). Pesquisador do Núcleo Psicanálise e Sociedade. Docente do Instituto Gerar. Colunista do blog Papo de Mãe/UOL)

Neste encontro trabalharemos em torno de uma afirmação e de uma pergunta, sustentadas na articulação entre a psicanálise e a obra do filósofo camaronês Achille Mbembe. Vivemos atualmente sob um regime necropolítico que afeta principalmente a população negra. A partir dessa constatação questionaremos se a necropolítica brasileira se constitui como um traumatismo coletivo. Quais consequências clínicas e políticas podemos extrair dessa resposta?

30/09 – Gênero e raça: articulações da violência no Brasil, com Clarice Pimentel Paulon (Psicanalista, professora colaboradora III no IPUSP, professora e supervisora da residência integrada em psiquiatria da prefeitura de São Paulo. Coordenadora da Tamuya – Escola de formação popular)

Trabalharemos as noções de estrutura, gênero e discurso através da antropóloga e feminista Rita Laura Segato, que, pela análise da violência estrutural contra a mulher, apresenta de que modo esse operador pode atuar como horizonte interpretativo dos nossos modos de sociabilidade bem como propostas para a sua subversão através da psicanálise. De que modo a violência atua em uma sociedade marcada pelo racismo? Quais os efeitos simbólicos de nossa constituição psíquica a partir do que essa autora denominou Édipo Brasileiro? Essas e outras questões marcadas pela articulação sintomática entre racismo e gênero no Brasil serão abordadas nesse encontro.

01/10 – Fanon e os princípios da clínica da liberdade, com Priscilla Santos de Souza (Psicanalista, doutoranda pelo IPUSP, membro do Laboratório de Psicanálise, Sociedade e Política e militante do Movimento de Mulheres

Pensar as contribuições de Frantz Fanon para a clínica psicanalítica e seu percurso teórico clínico nas dimensões políticas do sofrimento e os efeitos das relações coloniais.

CURSO NO ESPAÇO CULT EM PARCERIA COM A TAMUYA EM PROL DA CASA DE PASSAGEM DE MULHERES CAROLINA MARIA DE JESUS

O curso “Antirracismo e psicanálise” é uma parceria do Espaço Cult e da Escola Tamuya de Formação Popular. Para além da temática, o curso foi concebido para atuar de maneira ativa no combate ao racismo, em especial no que tange a situação da mulher negra. Assim, em uma iniciativa inédita, a remuneração da organização e dos docentes será integralmente destinada a casa de passagem para mulher Carolina Maria de Jesus.

Aspectos técnicos

As aulas serão transmitidas pelo Google Meet. As instruções para o acesso serão enviadas por e-mail dois dias antes do início do curso. Se você se inscrever nos últimos momentos, receberá essas instruções no dia da primeira aula.

Nossas aulas são transmitidas ao vivo, mas são também gravadas e podem ser assistidas posteriormente. Os links dos vídeos ficam ativos por 30 dias corridos a partir do fim do curso. Oferecemos certificado apenas para quem tiver 75% de presença nas aulas ao vivo.

Para mais informações: [email protected]

Ministrado por

Priscilla Santos de Souza

Psicanalista, doutoranda pelo IPUSP, membro do Laboratório de Psicanálise, Sociedade e Política e militante do Movimento de Mulheres Olga Benário.

Clarice Pimentel Paulon

Psicanalista, professora colaboradora III no IPUSP, professora e supervisora da residência integrada em psiquiatria da prefeitura de São Paulo. Coordenadora da Tamuya – Escola de formação popular.

Paulo Bueno

Psicanalista, mestre e doutor em Psicologia Social (PUC-SP). Pesquisador do Núcleo Psicanálise e Sociedade. Docente do Instituto Gerar. Colunista do blog Papo de Mãe/UOL.

Kwame Yonatan

Psicanalista, doutorando da PUC-SP e membro do Coletivo Margens Clínicas.

Pedro Ambra 

Psicanalista, professor da PUC-SP,  doutor em Psicologia Social pela USP e em Psicanálise e Psicopatologia pela Université de Paris.

Aulas

AULA 1
Data: 27/09/2021
Horário: das 20h às 22h

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AULA 2
Data: 28/09/2021
Horário: das 20h às 22h

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AULA 3
Data: 29/09/2021
Horário: das 20h às 22h

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AULA 4
Data: 30/09/2021
Horário: das 20h às 22h

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AULA 5
Data: 01/10/2021
Horário: das 20h às 22h