Adorno e a Indústria Cultural

CURSO MINISTRADO POR: Eduardo Socha

VAGAS: 24

CARGA HORÁRIA: 8h

DIAS DO CURSO: Dias 22, 23, 29 e 30/06/17 - 20h

 

O curso busca apresentar as principais características da reflexão materialista de Theodor W. Adorno sobre a cultura de massas.

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R$ 400,00

Ementa do Curso

O curso busca apresentar as principais características da reflexão materialista de Theodor W. Adorno sobre a cultura de massas, acompanhando o percurso de seus escritos desde a correspondência com Walter Benjamin e os primeiros trabalhos sociológicos sobre jazz e música comercial nos anos 1930.

Nesse sentido, pretende-se examinar o sentido crítico e histórico na formulação do conceito de “indústria cultural”, apresentado em Dialética do esclarecimento (1944) por Adorno e Max Horkheimer, como o resultado de uma articulação entre filosofia e pesquisa social, visando compreender a dinâmica ideológica da indústria do entretenimento nos EUA na primeira metade do século 20.

Além de mostrar a incidência do conceito de indústria cultural em textos posteriores de Adorno, como “Cultura e administração” e “Tempo livre”, o curso propõe discutir o alcance do conceito na atualidade, resumindo sua pertinência, suas limitações e objeções mais frequentes, tendo em vista os novos mecanismos de interação e distribuição digital do entretenimento.

AULA 1. Introdução
– Teoria tradicional e teoria crítica: o programa da Escola de Frankfurt
– Entrelaçamento do razão e do mito: a noção de racionalidade instrumental
– Indústria cultural na Dialética do esclarecimento (1947)

AULA 2. Antecedentes do conceito de indústria cultural
– Ensaios e pesquisas sociais:
. A polêmica na interpretação de “A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica” (1936), de Walter Benjamin, e a correspondência entre Adorno a Benjamin
. Os primeiros ensaios: “Sobre situação social da música” (1932), “O fetichismo na música e a regressão da audição” (1938);
. O projeto de pesquisa sobre rádio em Princeton (1938 a 1941)
– As bases filosóficas do conceito:
. Kant (o “mecanismo secreto” no esquematismo transcendental)
. Marx (dialética base/super-estrutura; fetichismo da mercadoria)

AULA 3. Características fundamentais da indústria cultural
. Primórdios da mercantilização da cultura no século 19: Beethoven e a contradição entre mercado e autonomia
. Padronização de estilo sob aparência de diversidade: a pseudo-individualidade
. Não-distanciamento: fusão entre cultura e vida.
. Repetição, função heterônoma da técnica e o cálculo administrado do efeito
. A ocupação do “tempo livre”, reposição da força de trabalho

AULA 4. Conclusão. Atualidade, objeções e limitações do conceito
– Teoria da vanguarda: o modernismo de Adorno na leitura de Peter Bürger
– Mercantilização da cultura e novas mídias
– Indústria cultural e neoliberalismo como modo de organização social

Ministrado por

Eduardo Socha

Mestre e doutor em filosofia pela USP, onde defendeu tese sobre as relações entre música e filosofia no pensamento de Adorno. Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado na mesma universidade e realiza a tradução de Quasi una fantasia, livro de ensaios de Adorno. Trabalhou como editor de filosofia da revista Cult.

Aulas

AULA 1
Data: 22/06/2017
Horário: das 20h às 22h

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AULA 2
Data: 23/06/2017
Horário: das 20h às 22h

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AULA 3
Data: 29/06/2017
Horário: das 20h às 22h

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AULA 4
Data: 30/06/2017
Horário: das 20h às 22h